Google Reader e iCal – Ferramentas para o dia-a-dia

Qualquer mecanismo que nos ajude a realizar uma tarefa pode ser chamado de ferramenta, e tem um grande potencial para facilitar e melhorar a vida. Esse post é para falar sobre duas ferramentas que tenho usado muito no computador: o Google Reader e o iCal.

O Google Reader foi desenvolvido para facilitar a leitura de blogs. Qualquer usuário do GMail pode agregar em uma lista todos os blogs que quer acompanhar, e o Reader indica quando os blogs tem posts novos. Além de ser muito fácil de usar, o Reader também é leve, pois lê, nos blogs, apenas o conteúdo – texto e imagem – deixando o layout de lado. Para acompanhar um blog é só clicar em “+ Adicionar inscrição”, bem embaixo do logo.

Algumas sugestões são:

http://www.core77.com/blog/

http://inhabitat.com/

http://www.treehugger.com/

A outra ferramenta é o calendário que vem instalado nos sistemas Mac OSX da Apple, o iCal. Mais especificamente o seu sistema de aviso de compromissos. Configurei no iCal um calendário chamado “Click Árvore” em que criei, todos os dias, um compromisso às 6 da manhã chamado “Clicar”. Para esse compromisso foi criado um alarme – também às 6:00. Até aí tudo bem, o que acontece é que sempre que ligo o computador, normalmente depois das 6 da manhã, tenho um aviso me lembrando de clicar no site. Só que o iCal tem outras opções de alarme além da simples mensagem. Você pode mandar o programa te enviar um email, rodar um script de tarefas, ou abrir um arquivo do seu computador – e é aí que ele facilita a vida. No meu caso, salvei um arquivo com o link (url) para o site do Click Árvore.

O alarme sempre abre o arquivo às 6 da manhã, e assim sempre que ligo o computador o site já está aberto na minha frente, o que me ajudou bastante para conseguir as 1000 mudas. Como só é possível clicar uma vez por diz no Click Árvore, essa solução é melhor do que configurar o site como página inicial do browser.

Não sei se o calendário do Windows ou do Linux tem uma função parecida, se algum leitor puder confirmar, deixe um comentário!

São duas ferramentas bem simples, mas que ajudam bastante.

iPad, da Apple, e seu impacto ambiental

Às vésperas do lançamento do iPad, da Apple, o Greenpeace lançou um relatório bastante interessante sobre a ligação entre a emissão de gases de efeito estufa e o uso do “cloud computing” e da internet, grande foco do iPad.

O objetivo do relatório não é implicar com o iPad ou com a Apple, que desde nos últimos anos subiu bastante no ranking do Greenpeace, mas sim questionar o uso de energia onde todos esses dados são processados.

O processamento de dados na internet – base de diversos softwares e serviços como Facebook, Orkut, Google Docs – é chamado de “cloud computing”. Parte do processamento deixa de acontecer no computador pessoal, e passa a ser feita nos servidores. Quando mais usamos a internet e seus serviços, maior fica a necessidade de centros de processamento e o consumo de energia.

De acordo com o relatório, até 2020 os centros de dados que hospedam sites e processam os aplicativos do “cloud computing” terão seu consumo triplicado, o que representa mais que o consumo atual da França, Alemanha, Canadá e Brasil somados. Estima-se que a Apple investiu US$ 1 bilhão na construção de um desses centros na Carolina do Norte, EUA, que é 5 vezes maior que o atual, e o Facebook recentemente foi alvo de críticas pois, apesar das diversas medidas que toma para aumentar a eficiência dos seus servidores, está construindo um centro de dados que usará a energia produzidas por usinas movidas a carvão.

O relatório não é muito extenso, e vale dar uma lida. Está em http://www.greenpeace.org/usa/press-center/reports4/make-it-green-cloud-computing.

1000 mudas no Click Árvore

1000 mudas no Click Árvore
Ontem eu vi o anúncio de um patrocinador pela milésima vez no Click Árvore. Isso pode parecer pouco quando se olha para o ranking geral, mas para um novato é um bom número!
Meu primeiro click foi em 2 de julho de 2007. De lá pra cá foram (http://www.timeanddate.com/date/duration.html) 1000 dias. Ou seja, um aproveitamento de 100% nos últimos anos usando o site!
O Click Árvore é um projeto do SOS Mata Atlântica, ONG dedicada à preservação da (adivinhem) Mata Atlântica, que consegue integrar vários atores que compartilham o mesmo objetivo. Clickadores, patrocinadores, agricultores e fazendeiros atuam em um ciclo bastante inteligente.
Em primeiro lugar, as mudas precisam ser produzidas. Produzir uma muda não é tão caro quando plantar e fazer a sua manutenção, mas é claro que tem um custo. Os patrocinadores cobrem esse custo, e em troca recebem espaço no site para divulgar sua marca. Mas como eles podem controlar quantas pessoas estão realmente vendo sua marca? Nessa etapa entram os usuários-clickadores. O anúncio aparece a cada vez que um usuário faz o login e clica em “Plantar uma árvore”. Assim que é feito o clique, a mensagem do patrocinador aparece, querendo dizer que estão financiando a produção de mais uma muda.
Mas e o plantio e a manutenção?
O maior custo no reflorestamento é o plantio e a manutenção das mudas, e é aí que a estratégia do Click se destaca. Os patrocinadores financiaram a produção da muda, o que já é uma grande coisa, mas ainda é necessário alguém para fazer o plantio. O Click Árvore conta com uma série de fazendeiros e pequenos produtores rurais que tem em suas terras áreas que, por lei, precisam ser reflorestadas. Mantendo um cadastro atualizado desses produtores, o Click consegue criar uma rede de distribuição das mudas à pessoas interessadas no seu desenvolvimento. Esses produtores farão o plantio e a manutenção das mudas, fechando o ciclo do Click Árvore.
Aos que não conhecem, sugiro uma visita.
E resumindo o seu funcionamento:
Eu clico num botão e vejo a mensagem de um patrocinador.
O patrocinador financia a produção de uma muda.
O Click Árvore distribui as mudas entre os seus cadastrados, que farão o plantio e manutenção das mudas
A partir de uma lista de produtores rurais interessados em reflorestar áreas em suas terras.
A equipe do site acompanha as obras para dar retorno aos usuários.

Por onde começar

É difícil decidir sobre o que escrever nesse primeiro post. Ele poderia ser sobre o meu projeto de graduação na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI – UERJ), que foi uma mochila para transportar mudas em áreas de reflorestamento, ou então poderia ser sobre o curso de extensão de Ecodesign ministrado pela Suzana Gueiros na UFRJ.  Poderia começar falando sobre o workshop Play Rethink que participei (também na UFRJ) ou sobre os 9 dias entre o surgimento da idéia, a produção e a venda das 100 sacolas do projeto piloto do eupreservo.org…

Dá para pensar em algumas outras coisas, como alguns projetos desenvolvidos na Habto nos últimos tempos, a participação (com a mochila de reflorestamento) no City Eco Lab, parte da Bienal de Design de Saint Etienne de 2008 com curadoria do John Thackara, além de uma série de assuntos abordados durante as aulas do mestrado.

Acabei não escrevendo sobre nada, mas pelo menos organizei algumas idéias. O primeiro post vai ficar para o próximo!

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